quinta-feira, 20 de maio de 2010

nas Sete Colinas de Lisboa, Portugal.






A ideia destas presumíveis sete colinas poderia advir dos Romanos, que viam em Felicitas Julia ou Olisipo uma estrutura geográfica semelhante à da capital do império Romano. A lenda refere que Roma, quando foi fundada, era rodeada por Sete Colinas, a saber: Campidoglio, Quirinale, Viminale, Esquilino, Celio, Aventino e Palatino.

Mas independentemente desta proveniência lendária popular foi Frei Nicolau de Oliveira, como já referido, empenhado em arranjar um paralelo apressado com a cidade de Roma que as referiu pela primeira vez no século XVII. Com o crescimento urbano, estendeu-se a outras elevações e, no século XVI, Damião de Góis já a descrevia espalhada por cinco colinas: Esperança, São Roque, Sant'Ana, Senhora do Monte (ou Santa Catarina do Monte Sínai) e Castelo (ou São Jorge). Hoje naturalmente que a cidade ocupa muitas mais e nem aquelas na altura eram bem sete, por exemplo, a colina da Graça foi esquecida por Frei Nicolau, uma vez que chegando a Lisboa pelo mar, é encoberta pela do Castelo, com essa daria oito colinas mas a mesma impossibilitava a imitação ou a similaridade com Roma e era mais conveniente imitá-la.

Outro facto é que as Colinas de Santa Catarina do Monte Sinai e Chagas, até 1597, tratava-se de apenas um monte, o chamado Pico de Belveder, que até tinha uma célebre povoação, que mais tarde foi inserida na malha urbana de Lisboa, mas nesse ano verificou-se uma derrocada de terras devido ao terramoto desse ano, que cavou a depressão e onde hoje se estende o Elevador da Bica, dando origem no vale à urbanização da Bica, criando-se assim as duas colinas actuais. Sem este acidente, vinte e três anos depois Frei Nicolau teria tido algumas dificuldades em encontrar sete colinas visíveis do estuário do rio Tejo.

Descrição das colinas

Colina de São Jorge, também chamada do Castelo, é a colina mais alta das sete (na realidade é a colina da Graça que é continua a esta que é a mais alta colina de Lisboa, mas foi como vimos esquecida pelo autor desta lenda) e é onde fica o actual Castelo de São Jorge e onde se pensa que apareceu o primeiro povoado que deu origem a Lisboa, nesta colina e por baixo do Castelo apareceram vestígios do Oppidum Romano (sendo por esse motivo a parte central do antigo municipium Romano), sabe-se que o alcácer árabe estava aí instalado e foi aí que se construiu o castelo do tempo da Reconquista que ainda hoje existe. A sua área geográfica abrange actualmente os bairros da Mouraria, do Castelo e parte do de Alfama (sudeste).

Colina de São Vicente onde fica o actual Bairro de Alfama e o Convento de São Vicente de Fora.

Colina de Sant'Ana, onde ficava o Mosteiro das freiras Dominicanas de Nossa Senhora da Anunciada, o nome destas passou ao local e à rua que junto dele seguia estas instalaram-se no local em 1539 depois dos frades Agostinhos o cederem por troca às freiras que se transferiram para este local da sua primitiva fundação na Costa do Castelo, local onde agora fica o Largo da Anunciada, mesmo no topo da colina. Esta Colina localiza-se a Oeste do Castelo de São Jorge, tendo constituído um esporão entre a Ribeira de Valverde a poente e a Ribeira de Arroios a nascente, que na sua confluência o delimitavam a sul, equivalendo grosso modo à área actualmente definida pela Rua de São José/Rua das Portas de Santo Antão, Rua da Palma/Largo do Martim Moniz e Praça da Figueira.

Colina de Santo André, conta-se que D. Afonso Henriques aproveitando as qualidades estratégicas da região e aqui instalou, em 1147, as suas tropas para atacarem a cidade, com o terramoto de 1551 que fez sair muitos moradores da cidade antiga estes escolheram as colinas da Graça e de Santo André por serem muito altas (na realidade os factos também se referem à colina da Graça que é continua a esta), e na altura menos ocupadas e de "melhores ares", assim, famílias nobres instalam-se na região e adquiram quintas onde construíram casas de campo, mais tarde essas casas dão lugar a grandes palácios que se localizam sobretudo ao longo das calçadas da Graça e Santo André e ainda no Largo da Graça.

Colina das Chagas cujo nome é atribuído por causa da Igreja que nele edificaram os marinheiros da rota da Índia em louvor às Chagas de Cristo, corresponde actualmente à área que se situa o Largo do Carmo e área envolvente.

Colina de Santa Catarina que vai actualmente do Largo Camões até à Calçada do Combro.

Colina de São Roque também confundida por uns como a colina de São Pedro de Alcântara que nunca existiu pois essa designação é de uma Rua e de um Jardim com um nome bem recente, na mesma situa-se o Miradouro de São Pedro de Alcântara, fonte talvez da confusão, nesta está situada actualmente o Bairro Alto.

Fotografias Zito Colaço.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

na Marina de Vilamoura, Algarve, Portugal.






A Marina de Vilamoura é um dos principais pólos de atracção no Algarve concentrando um variado leque de opções de turismo e lazer. Com cerca de 1.000 postos de amarração, esta é a maior e mais importante marina de Portugal e ocupa um lugar de referência no panorama da náutica de recreio nacional e internacional.

Na sua envolvente, os bares, esplanadas, restaurantes e lojas, animam a Marina durante 365 dias por ano e são o cartão de visita de Vilamoura. Este “porto de abrigo”, palco de inúmeras provas de vela de renome internacional, é também muito procurado pelos amantes da Pesca Grossa em alto mar, de wind-surf, jet-ski, para-sail e do mergulho. É daqui também que partem vários cruzeiros e passeios de barco.

A Marina de Vilamoura oferece uma grande variedade de serviços, possui um dos estaleiros mais bem equipados do país e uma Escola de Vela, o CIMAV. Mesmo ao lado, depois dos dois molhes de pedra ficam a praia de Vilamoura e a majestosa praia da Falésia.

A Marina de Vilamoura orgulha-se de ser uma das primeiras marinas de Portugal a receber a certificação do Sistema de Gestão da Qualidade e Ambiente, implementado e certificado pelas normas ISO 14001 e ISO 9001. Esta certificação, juntamente com a Bandeira Azul da Europa para Marinas e Portos de recreio revela o sucesso da política de gestão da Marina e o cuidado permanente com o ambiente.

Fotografias Zito Colaço

domingo, 18 de abril de 2010

no Rio Guadiana, Portugal.






NAS MARGENS DO RIO GUADIANA

O rio Guadiana é um rio internacional da Península Ibérica que nasce a uma altitude de cerca de 1700m, nas lagoas de Ruidera, na província espanhola de Ciudad Real, renasce nos Ojos del Guadiana e desagua no Oceano Atlântico (mais precisamente no Golfo de Cádis), entre a cidade portuguesa de Vila Real de Santo António e a espanhola de Ayamonte. Com um curso total de 829 km, é o quarto mais longo da Península Ibérica. A bacia hidrográfica tem uma área de 66 800 km², situada, em grande parte, em Espanha (cerca de 55 000 km²).

Percorre a Meseta Sul na direcção leste-oeste e, perto da cidade espanhola de Badajoz, toma o rumo sul até à foz. O Guadiana faz por duas vezes fronteira entre Portugal e Espanha. Primeiro entre o rio Caia e a ribeira de Cuncos, e depois desde o rio Chança até à foz. O primeiro sector da fronteira não está demarcado entre a ribeira de Olivença e a ribeira de Táliga, devido ao litígio fronteiriço de Olivença.

O Guadiana é navegável até Mértola numa distância de 68 km. No seu curso português foi construída a Barragem de Alqueva, na região do Alentejo, que criou o maior lago artificial da Europa.

Os seus principais afluentes são, pela margem direita: Záncara, Ciguela, Bullaque, Dejebe e a Ribeira do Vascão. Pela margem esquerda são afluentes principais o Guadiana Alto, Azuer, Jabalón, Zújar, Matachel, Ardila e o Chança.


Fotografias Zito Colaço

terça-feira, 23 de março de 2010

no Parque Florestal do Monsanto, Lisboa, Portugal.






Situado na Serra de Monsanto, é o maior espaço verde de Lisboa, com cerca de 900 hectares, ocupando quase a quarta parte da área do concelho, que juntamente com a Tapada da Ajuda, são o "pulmão" da cidade. A ideia de arborizar a serra partiu do engenheiro silvicultor João Maria de Magalhães em 1868, mas foi só sob o governo do Engº Duarte Pacheco que se inicia a sua concretização. Em 1934 foi criado, por decreto, o Parque Florestal de Monsanto e a sua arborização começou em 1938, avançando rapidamente numa extensão de 18Km por 2Km de largura.

O parque inclui inúmeros espaços verdes como a Alameda Keil do Amaral, a Mata de S. Domingos de Benfica, o Parque do Calhau, o Jardim dos Montes Claros, assim como parques infantis e recreativos como o Parque Recreativo do Alto da Serafina, do Alvito e dos Moinhos de Santana. Existe ainda um Centro de Interpretação e vários polos de actividades de aventura e desporto, como o Parque da Pedra e o Parque Aventura (escalada e cordas), o No Ar e sobre Rodas (com ringue e rampas para skates, patins e bmx`s) e o Penedo, com três campos de basket. De âmbito cultural, destacam-se o Anfiteatro Keil do Amaral e o Auditório Espaço Monsanto. Existem no parque cerca de 300 km de percursos pedestres e cicláveis. Quanto às árvores este parque tem principalmente carvalhos, cedros, ciprestes e eucaliptos.

Fotografias Zito Colaço



segunda-feira, 22 de março de 2010

BILMA a Limpar Portugal 2010



OBRIGADO A TODOS

Muito obrigado a todos os voluntários que LIMPARAM PORTUGAL, na Mata dos Medos.
Bem hajam.

BILMA

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

no deserto do Sahara.





O GRANDE DESERTO

No Sahara, o granito finge-se de areia e veste-se de tapetes exuberantes e almofadas sumptuosas, fuma-se narguilé e assiste-se a espectáculos de dança do ventre. O deserto.
É o Sahara à solta, intenso e exótico como o imaginamos. Entramos e somos imediatamente assaltados por uma onda doce e penetrante, um cheiro a incensos que nos atira num ápice para outras latitudes. As luzes são quentes e balançam, num equilíbrio natural, penumbra e claridade - mas o cenário é saturado.

A música é uma harmonia de alaúde, bendir, "nai", "tabla baladi"...decoração profusa, cores vivas (laranjas, vermelhos, "bordeaux", azuis, brancos sujos, dourados) contra o cinzento do granito. O Sahara é um portal para outro tempo, outro continente, outra cultura.

Fotografias Carlos Didelet

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

na Serra do Gerês, Portugal.





GERÊS - O HOMEM E A NATUREZA

O Gerês sempre simbolizou a harmonia entre o homem e a natureza, numa partilha permanente de actividades e sentimentos, das gentes aliada à natureza e das inóspitas montanhas de granito moldadas pelo tempo. As águas correm cristalinas pelos ribeiros e o ar puro envolve a grande diversidade da fauna e da flora porpocionando um movimento contínuo de calma e prazer.

Importante destino turístico desde há mais de um século, o Gerês é uma marca a defender, preservar e, dela saber tirar vantagem legítima para a sustentabilidade da região. O Gerês oferece produtos e serviços com grande qualidade e, sem dúvida, vocacionados, para lhe porporcionar o merecido bem estar necessário á vida actual tão agitada.

Fotografias Zito Colaço

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

em Lagos, Portugal.






LAGOS - A ANTIGA JANELA PORTUGUESA PARA O MUNDO

A primeira localidade na região de Lagos, chamada de Laccobriga ou Lacóbriga, foi fundada cerca de 2000 anos antes do nascimento de Cristo pelos cónios. Esta localidade foi conquistada por Cartagineses, Romanos, povos Bárbaros, Muçulmanos e finalmente reconquistada pelos Cristãos, apresentando várias marcas da passagem destes povos, na sua arquitectura, organização física e toponímia.

A história gloriosa da Lagos esteve sempre ligada ao mar. Foi aqui que, no séc.XV, o Infante D.Henrique, "O Navegador", equipou as suas caravelas e abriu caminho para os grandes descobrimentos, sendo que muitos navegadores da história dos Descobrimentos Portugueses são Lacobrigenses (em que o mais afamado será Gil Eanes). Por este facto , actualmente, Lagos intitula-se como "Cidade dos Descobrimentos".
Assim, o pequeno porto de Lagos tornou-se numa janela para o mundo e num ponto de encontro das rotas maritímas internacionais, onde o caminho de muitas culturas se cruzam.
Lagos conservou até hoje o seu espírito cosmopolita, aceitou o desafio dos tempos modernos, porém sem desprezar a herança do seu passado
Actualmente, Lagos é um excelente lugar para todo o tipo de desportos e actividades naúticas. As suas deslumbrantes encostas douradas - a Costa d´Oiro - são um dos motivos mais fotografados de Portugal. Mas o concelho ainda tem muitos mais para oferecer: um rico calendário cultural, uma excelente cozinha local, numerosas actividades de lazer, artesanato tradicional, que não passam despercebidos a história da cidade.

Fotografias Zito Colaço

domingo, 10 de janeiro de 2010

em Engelberg, Suiça.






ENGELBERG - A MONTANHA DOS ANJOS

Engelberg é uma pequena e pacata cidade Suiça. Na verdade nem sempre pacata, nos meses de inverno a cidade ferve por ter algumas das melhores pistas de ski do país - são mais de 80 km de pistas. O seu nome significa algo como a "Montanha dos Anjos", rodeada por montanhas vertiginosas, e de uma beleza de cortar a respiração.
Durante o resto do ano, oferece inúmeras possibilidades de trekkings, mountainbike, snowtoys ou caminhadas. A principal atracção da cidade é o complexo do Monte Titlis, com mais de três mil metros de altitude. O complexo é tão famoso, que seja qual for a estação do ano, é um dos passeios mais comprados pelos turistas que visitam a capital. O parque tem atracções mais que suficientes para um dia de entretenimento e beleza.
Uma loja na base do monte, aluga roupas e equipamentos apropriados, já que há sempre neve no topo, mesmo no auge do verão. Em 30 minutos se alcança o topo, contabilizando 20 minutos em teleférico tipo gôndola, e 10 minutos a bordo do famoso TITLIS ROTAIR, o único teleférico giratório do mundo, cuja base gira 360 graus durante toda a viagem. Lá em cima, nenhuma atracção supera a Iceflyer, um teleférico aberto que literalmente voa, sobre o glaciar que se estende pela montanha.

Fotografias Zito Colaço